Escritor e Poeta Jean C. de Andrade

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Algo incrivel foi deixado de lado...


Lamentavelmente ouve um boicote por parte da  "FIFA"  em apresentar  um paraplégico dando o chute inicial, algo que seria no centro do campo  mostrando para todos esta conquista. A "FIFA" cortou tudo, a tão aguardada demonstração do projeto Andar de Novo, dirigido pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, começou e terminou num piscar de olhos, foi por segundos, tão rápida que a transmissão ao vivo pela televisão quase que perdeu o evento por completo.

A expectativa era de que um paciente paraplégico caminharia no gramado da Arena Corinthians e chutaria uma bola, usando para isso uma veste robótica (exoesqueleto) controlada pelo cérebro. O que aconteceu, porém, foi bem menos do que isso. Só um chute e quando as câmeras se viraram para o paciente, ele estava parado sobre uma pequena plataforma vermelha, sendo segurado por duas pessoas. Seu único movimento foi mover o pé direito ligeiramente para frente, tocando uma bola de futebol que rolou até as mãos de um garoto, que a levou correndo para o centro do gramado, onde a cerimônia de abertura da Copa estava acontecendo.

Algo incrível de nossa  ciência não foi mostrada como deveria, nenhuma entrevista coletiva foi organizada, nem antes nem depois do evento. No Twitter, o cientista comemorou o feito com um post em inglês: “We did it!!!” (Conseguimos!!!).

Vídeos de pacientes caminhando com o exoesqueleto no laboratório do projeto em São Paulo foram publicados pouco depois da demonstração, na página de Nicolelis no Facebook. Nesses vídeos, o exoesqueleto aparece sustentado a todo o momento por cabos presos a uma estrutura de metal acima dele, de forma que os pés dos pacientes tocam o solo apenas suavemente a cada passo. Estão caminhando, literalmente, pendurados: O exoesqueleto pesa entre 60 e 70 quilos. Somado ao peso do usuário, o conjunto paciente-máquina deveria pesar algo entre 120 e 140 quilos. A pessoa vestindo o robô chegou à beira do gramado transportada por um carrinho motorizado (semelhante aos que são usados para retirar jogadores machucados do campo).

Comentaristas da televisão disseram que a FIFA não autorizou que a demonstração fosse feita no centro do gramado, porque o peso do robô danificaria a grama.

(Fonte de pesquisa Jornal Estadão)

-Jean C. de Andrade-