Escritor e Poeta Jean C. de Andrade

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Homenagem pelos 40 anos de Sacerdócio do Padre Arquimedes


Homenagem ao Padre Arquimedes
                                                               Por Jean Carlos de Andrade
1° de Maio de 2012-


Pe. Arquimedes, neste dia festivo e histórico, eu não poderia  deixar de falar algumas palavras em nome dos Ministros da Eucaristia.
Neste dia Festivo estamos aqui para  lhe homenagear  e é claro também para  parabenizá-lo pelos seus 40 anos de Sacerdócio.

São 40 anos de fé e entrega total as obras de Deus, são 14.600 dias dedicando  sua vida aos trabalhos da Igreja e em Prol da Comunidade Cristã. Um Padre, um amigo, um verdadeiro Irmão. Sempre esteve ao nosso lado para nos conduzir e nos ensinar. Sempre alertando com carinho, com aquela preocupação com as palavras bem ditas para não nos ferir.

Aprendemos muito com a sua presença, crescemos  em sabedoria e em Espírito com os seus ensinamentos.  

Hoje é mesmo um dia de festa, dia de comemoração, uma data histórica até, porém  muitos de nós apesar da alegria desta data tão linda, estamos com um aperto no coração,até com uma certa tristeza por saber  que não mais o teremos conosco, para nos guiar e para nos ensinar como sempre.

Ainda não aprendemos á nos despedir e isso é o que nos deixa com este aperto de um sentimento  diferente.

Creio que é o sentimento de todos os seus Paroquianos  que acostumados á sua presença e por causa de seus conselhos, cresceram na espiritualidade e na fé.

Padre Arquimedes, quantos batizados, quantos casamentos e quantos Crismados?

Várias Canções e milhares de emoções!

Sentimento de carinho temos para contigo e não nos esqueceremos jamais  de sua passagem  por nossa cidade ,não vamos esperar nem mais um minuto, diremos agora mesmo que já estamos com muita saudade.

Em nome de todos os Ministros  da Eucaristia ,quero aqui te agradecer  por ter feito  parte de nossa vida e de certo modo ter á  transformado em algo melhor .

Parabéns pelos 40 anos de Sacerdócio e por nos dar esta honra de comemorar juntos em nossa querida Estiva, que Deus o Abençoe e Proteja Sempre, Amém.






  Jean Carlos de Andrade                                                                                                                                                                                             01/05/2012

terça-feira, 24 de abril de 2012

PERSONAGENS DE BOM REPOUSO MG

                   PERSONAGENS DE BOM REPOUSO MG


            Quem não se lembra de pessoas marcantes e engraçadas que fizeram parte da história de nossa cidade, num passado não muito distante.

            Quem não se lembra do“Macaia” personagem de nossa cidade que vivia perambulando pelas ruas xingando todo mundo?

            Era um personagem muito engraçado, vivia mexendo com as moças pela rua, fazendo sinais com as mãos, todos riam de tudo aquilo e encorajavam o “Macaia” a mexer mais ainda com a mulherada que, lógico, saia correndo, apesar do medo, todos riam muito pois, ele não tinha maldade alguma, era o mesmo que uma criança muito levada.

            Diziam ao Macaia : “Olha, Macaia fulano  morreu”! E ele caía no choro real e as lágrimas corriam verdadeiramente de seus olhos sentidos, mesmo que não conhecesse o tal defunto.

            Era do conhecimento de todos em Bom Repouso o “Macaia” entrar em um bar e pedir um café, e logo também pedia uma pinga, para então misturar no mesmo copo, aquilo me embrulhava o estômago, enquanto eu via a careta do “Macaia” ao beber aquela mistura.

            Era realmente uma figura! Esse personagem que, com certeza, muitos  lembram. Comenta-se que ele foi levado para um recanto de idosos com problemas mentais em Extrema, e que estava sendo muito bem cuidado por enfermeiras muito dedicadas e bondosas e que perguntavam  se ele gostaria de voltar para Bom Repouso  ele prontamente dizia que não.

            Mas,  o Macaia não era tão bobo assim.  Pois ele não trocaria os  cuidados das dedicadas enfermeiras  pela vida  perambulante  pelas ruas de Bom Repouso.

            Outro personagem também muito engraçado era o “Tafaréu”, Era uma pessoa normal como qualquer outra, mas quando bebia se transformava em um narrador de futebol e que engraçado era! Narrava todos os jogos assim:

            - Lá vai ele pela ponta direita, pela ponta esquerda, vai cruzar, cruzou e é GOOOOOOOOOOOOOOOL, e quando havia uma defesa gritava TAFARÉÉÉÉÉÉÉÉL, e assim andava por todo Bom Repouso a narrar.  Era, realmente, muito engraçado de se ver.

            Também havia o Tião Caetano, que não podia ver um carro que logo já vinha jogando pedra, por medo, diziam que o motivo era por ter sido atropelado por um. Um fato engraçado aconteceu quando o padre Antônio era vigário.  Tião Caetano, um dia entrou na igreja durante a missa  com um saco de pães que ele  carregava às mãos. Eis que se dirigiu ás imagens de São Sebastião e São Roque e foi colocando os pães na cestinha de ofertas.

            O Padre Antonio vendo aquilo me disse ao ouvido:

            _Vai lá e diz para o Tião que o Santo não quer pão não, ele quer dinheirinho, vai lá!

            Eu não quis ir não, pois tinha medo do Tião Caetano.

            E o Tião “cachaço” quem se lembra? Vivia correndo atrás da criançada para puxar a orelha, pois elas sempre mexiam com ele, quando ele corria era uma barulhada só, pois seus chaveiros com um sininho pendurado faziam a maior algazarra. Um dia,  bem no meio da missa, em que  o autor desse livro, era o coroinha, por uma palavra errada que  dissera, eis que o pega pela orelha e puxa e até cocha, bem em frente a todo povo que estava assistindo à missa, foi realmente um mico para mim, e muito engraçado para quem presenciou  essa cena hilária.

            Também havia o Celinho, que depois de beber um pouquinho, entrava nas missas e queria subir ao altar para conversar com o então Padre Antonio, que não sabia como tirá-lo dali. Só depois de alguns minutos alguém ia lá e  tirava em meio a sorrisos de todos que assistiam à missa.

            Mas, por Bom Repouso já se passaram muitas figuras engraçadas que acabaram fazendo parte da história da cidade. Muitas não as vemos mais, e muitas não nos recordamos neste momento, mas temos certeza de que todas fizeram parte de nossa infância, e que por uma simples lembrança já nos causam um ar de riso, e nos fazem relembrar de momentos que vivemos em nossa linda cidade de Bom Repouso.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Biografia de D' Airton José dos Santos -Bispo de Campinas

                  D’AIRTON JOSÉ DOS SANTOS


Nasceu aos 25 de junho de 1956 na cidade de Bom Repouso no Sul do Estado de Minas Gerais, sendo o primeiro de sete irmãos. Seus pais, José Julião dos Santos e Benedita Vieira da Fonseca, no ano de 1964, mudaram-se para o ABC Paulista, residindo na Vila Vivaldi em São Bernardo do Campo até o ano de 1967.

            Nesse mesmo ano, mudou-se para a Vila Sacadura Cabral em Santo André. Ali residiu até 1979, ano em que ingressou no Seminário da Diocese de Santo André para iniciar os estudos eclesiásticos.

            Do ano de 1979 a 1981, fez os estudos filosóficos nas Faculdades Associadas do Ipiranga (FAI), em São Paulo, obtendo o título de Bacharel em Filosofia com Licenciatura Plena; no ano de 1982, ingressou no Curso de teologia da Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, também no Ipiranga, em São Paulo – SP. Foi ordenado Diácono no dia 31 de agosto de 1985 e Presbítero aos 08 de Dezembro do mesmo ano, por sua Excelência Reverendíssima, Dom Claudio Hummes, então Bispo diocesano de Santo André.

            Em março de 1986, iniciou seu ministério sacerdotal como Vigário Paroquial da Paróquia Imaculada Conceição na cidade de Diadema-SP.

            Em 1987, sem prejuízo de sua nomeação anterior, foi nomeado para o cargo de Diretor e Formador na Casa Formação dos Seminaristas da Filosofia do Seminário Diocesano de Santo André.

            Permaneceu nesse encargo até o final do ano de 1997. Nesse período, 1986 a 1997, também exerceu outros serviços na Diocese:

            Vigário Regional da Região Pastoral de Diadema. Coordenador da Pastoral Vocacional Diocesana, Administrador Paroquial da Paróquia Imaculada Conceição em Diadema, Coordenador da Pastoral Familiar, Membro do Conselho de Presbíteros e Membro do Colégio de Consultores.

            Em 1998, foi destinado para estudos de Especialização em Roma, residindo no Pontifício Colégio Pio Brasileiro, no período de agosto de 1998 a junho de 2000, conseguindo o Título de Mestre em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

            Em outubro de 2000, foi nomeado por sua Excelência Reverendíssima, Dom Décio Pereira, Bispo Diocesano de Santo André, para ocupar o encargo de Chanceler do Bispado e, em setembro do mesmo ano, para o encargo de Ecônomo da Diocese.

            No dia 18 de março de 2001, foi nomeado Pároco da Catedral Diocesana de Santo André, sucedendo a Sua Excelência Reverendíssima, Dom Manuel Parrado Carral, até essa data, Pároco da Catedral.

            Acumulou estes três ofícios até o dia 19 de dezembro do mesmo ano, quando foi nomeado, por Sua Santidade o Papa João Paulo II, Bispo Titular de “Felbes” e Auxiliar para Diocese de Santo André.

            Foi ordenado Bispo no dia 02 de março de 2002 e tomou posse de seu ofício na Quinta-feira Santa do mesmo ano, sendo apresentado ao Clero e ao Povo, na Missa dos Santos Óleos. Em 2004 foi nomeado Bispo da Diocese de Mogi das Cruzes, tomou posse no dia 26 de Setembro de 2004. 


                UT  FACIAM  DEUS  VOLUNTATEM  TUAM


                              (“Para, fazer, ó Deus, a tua vontade”)

O escudo em forma de dobra  ou de corte diagonal,representa a linhagem dos defensores daqueles que devem fidelidade. O Bispo, ao ser ordenado, é tido como defensor da fé, aquele  que antes de todos  deve manter  salvaguardada a herança apostólica, que deve se manter fiel á aliança de Cristo com a Igreja, sendo de unidade juntamente o Colégio Apostólico.

            A linha de marcação do escudo em torre representa a fortaleza, a construção, a Igreja alicerçada  sobre a fidelidade apostólica, sobre a tradição da Igreja.Este é o papel que D.Airton terá no pastoreio: Ser fiel ao Cristo  como fortaleza para edificação do Reino de Deus.

            Os esmaltes predominantes nesse escudo são a cor azul e o metal prata. Coloração azul da parte superior do escudo representa  a lealdade e a perseverança, juntamente com a flor-de-lis em evidência, apresenta o sinal da fidelidade e da perseverança: A primeira discípula do Cristo, Nossa Senhora, sempre Virgem.

            A coloração prata da parte inferior do escudo representa a clareza  de um ideal, pureza e precisão daqueles que confiam a Cristo; associada  ao Pelicano, quer salientar a sapiência daqueles que sem interrogar depositam em Deus sua vida como doação.O pelicano é, por excelência, o animal que designa a inteira doação, pois, para alimentar seus filhotes , fere o próprio ventre.

            Unindo a esses símbolos,  encontra-se o lema de D. Airton José dos Santos: UT FACIAM DEUS VOLUNTATEM TUAM ( “Para, fazer, ó Deus, tua vontade” – Hb 10,7).Esse lema, extraído  da carta aos Hebreus, ordena o princípio e o fim de cada pessoa humana, de cada  cristão, sendo escolhido por D. Airton por demonstrar o princípio pelo qual sempre viveu.

            As insígnias episcopais são evidenciadas pelo chapéu prelatício com forro violáceo e pela cruz colocada por detrás do brasão.





 
                                                               Dom Airton José dos Santos

Agradecimento á Roque José dos Santos pela Biografia

Esta e outras Biografias estão no Livro "VIVER EM BOM REPOUSO"
do Escritor Jean C. de Andrade.

Neste Link:

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Um Sonho

Um Sonho

Certo dia estava eu em um lindo paraíso, um lugar onde as árvores eram lindas e em maioria, aves multicores em vôos rasantes cortavam os céus com  imensa euforia.
 

Animais inocentes pulando de galho em galho e apreciando o nascer de um novo dia, dia que ia nascendo e clareando as flores, que brilhavam com muita alegria.

Neste lindo lugar somente eu estava, não vendo mais ninguém, vi que naquele momento, Rei de tudo me tornava.


Vendo quão silencioso era, os animais em plena Primavera, sem medo nem susto, apenas eu e Deus presentes neste mundo.

A noite as estrelas  eram infinitamente  brilhantes,nunca havia visto coisa mais bela.Onde será que eu estava? Há todo momento me perguntava!

E quando Deus ali se preparava, para me contar aonde é que eu estava, eis que acordo  de repente, sem saber ao certo o que  estava acontecendo.

Percebi então, que nada mais nada menos, que um sonho eu estava tendo. Percebi naquele momento de euforia e sentimento, que teria que registrar  este sonho para que não caísse no esquecimento.

Escrevi tudo direitinho sem me esquecer de nenhum detalhe, sem me preocupar com as letras, nem com as horas, pois já era tarde.

Com o  lápis em punho e um pedaço de papel, escrevi  com muita pressa ao lado de um potinho de mel,pois tive a certeza que naquela noite havia sonhado como é maravilhoso o  Céu!
Autor - Jean Carlos de Andrade -