Escritor e Poeta Jean C. de Andrade

sábado, 22 de março de 2014

Mundo Ilusório


Mundo Ilusório

 Cansado desta minha vida monótona e sem perspectivas de mudança,

 resolvi sair pelo mundo  em aventura, sendo assim reclamei á meu

 pai  a parte que me cabia de minha herança.

 

Meu pai triste  com minha decisão, apenas deixou que uma

 lágrima rolasse em seu rosto repleto de emoção.

Deu-me a  parte de direito e se despediu desejando boa sorte,

olhando fixamente  em seu filho que adentrava  o mundo

 cheio de ilusão.

 

 Saí de casa sem para trás olhar, nem me importei com meus

 pais e meus irmãos que no portão de casa estavam á chorar.

 

Adentrei em um mundo de aparências, gastando cada centavo

 com futilidades  de uma realidade de indecências.

Gastando com diversão o dinheiro suado de meu pai, assim

 desta maneira, gastei com drogas, mulheres, orgias e bebedeira.

 

Quando não mais o talão de cheques  podia assinar,

percebi que meus falsos amigos, aos poucos

estavam á se afastar.

 

Hotéis de luxo,eu não mais podia pagar,estava falido,

perdendo cada centavo do dinheiro que de meu pai havia exigido.

Triste decadência, gastei tudo que tinha  vivendo uma vida

desregrada,uma vida de aparência.

 

Agora não tenho mais onde morar, uma simples cama,

não posso pagar,amigos não tenho mais nenhum,

estou só e abandonado neste mundo de ilusão,

moro agora nas ruas da cidade, meu cobertor é um

pedaço de papelão.

 

Vivo de migalhas, pedindo esmolas, dependendo da

 bondade de um e de outro cidadão.

Que saudade de meus pais á quem deixei  chorando com emoção,

lá eu era feliz,dormia em minha cama,tomava café e no almoço

 nunca faltava  o arroz com feijão.

 

Queria voltar, mas estava cheio de medo,

como dizer que gastei tudo que tinha em futilidades,

á meus pais isto explicar?

 

Há, meus pais  que á anos não vejo mais,

 meus irmão já devem estar adultos,com certeza

nem se lembram que abandoná-los fui capaz.

 

Envergonhado, resolvi voltar para casa, pedir á meu pai,

 perdão, que me aceite de volta, mas como empregado,

lá eu sei  que terei um lugar guardado, um almoço e jantar,

 algo que meu pai nunca negou á um contratado.

 

Chegando perto de casa avistei o velho  portão,

meu pai estava na varanda,já  com a barba branca,

neste momento doeu e bateu forte meu coração,

passou uma vida inteira diante de meus olhos,

como pude trocar meu velho pai por uma vida de ilusão.

 

Quando meu pai  me viu, correndo veio em minha direção,

ajoelhei e pedi perdão, á ele disse que eu havia feito algo sem noção,

queria apenas que ele me aceitasse de volta,mas desta vez eu seria

 seu empregado,sendo assim o meu patrão.

 

Neste momento com um sorriso, ele me puxou dizendo que não,

me abraçou chorando e á Deus gritou  em gratidão,me disse

palavras  de amor e depois em minha orelha deu um puxão,

 daqueles como quem diz, você menino aprendeu a lição.

 

Dinheiro a gente ganha outro, mas a vida e a alma é uma só,

sendo assim você preservou a sua  reconhecendo  seu erro  e

 voltando para o seu paizão.

 

Ouvindo meu pai, meus olhos choraram de emoção,

 de repente vinham correndo minha linda mãe juntamente

 com os meus amados irmãos.



No momento em que todos me abraçaram e em meio

 á beijos de saudade, percebi a grande riqueza 

que sempre tive em minha mão, não era o dinheiro

e muito menos aquela vida de ilusão,simplesmente

era o amor de meus pais e também de meus irmão.
-Jean C. de Andrade-
 
 
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